Comunicação: custo ou investimento?
02/09/2026 12:55
Se existe uma pergunta que quase sempre aparece quando alguém ouve falar em comunicação, é: “Quanto custa?”
Algo em torno de 95% das
pessoas que nos procuram, seja para conhecer nosso trabalho ou porque estamos
prospectando uma empresa, querem saber o valor antes de qualquer outra coisa. E
eu entendo.
Toda empresa tem orçamento,
planejamento, metas e uma planilha que, em algum momento, vai perguntar:
“Quanto isso vai custar?”
O curioso é que, quando o
assunto é comunicação, muita gente chega com uma ideia de preço sem nunca ter
parado para entender exatamente o que está contratando.
Alguns imaginam que
comunicação é caro. Outros dizem, quase sempre com um certo brilho nos olhos: “Eu
adoraria dar uma entrevista na TV.” E tudo bem. Quem não gostaria? A televisão
ainda tem um poder de sedução enorme.
Mas aí vem a conversa que
considero mais importante. A comunicação não começa quando a câmera liga. E não
termina quando a matéria vai ao ar.
Antes de pensar em qualquer
ferramenta, é preciso entender o negócio.
O que essa empresa vende? Para
quem? O que move esse negócio? Quais são suas metas, seus objetivos, seus
desafios e suas prioridades? E só depois disso é possível pensar em
comunicação.
Porque cada ação precisa ter
uma intenção.
Uma empresa quer gerar
negócios? Construir autoridade? Lançar um produto? Fortalecer uma marca? Entrar
em um novo mercado? Aproximar-se de determinado público? Atrair talentos?
Gerenciar uma crise? Proteger sua reputação?
A comunicação precisa
responder a essas perguntas. É por isso que eu não acredito em comunicação
feita por fazer. Não existe estratégia em simplesmente “aparecer”.
Aparecer onde? Para quem? Por
quê? E, principalmente, o que essa exposição vai gerar para o negócio?
Uma entrevista na televisão
pode ser excelente.
Uma matéria em um grande
portal pode ser excelente.
Um bom conteúdo nas redes
sociais pode ser excelente.
Um evento pode ser excelente.
Mas nenhuma dessas
ferramentas, isoladamente, é uma estratégia. São meios.
E comunicação é justamente
isso: um meio para alcançar objetivos de negócio.
É a conexão entre aquilo que a
empresa é, aquilo que ela quer construir e o público que ela precisa atingir.
É por isso que as empresas que
estão em evidência, que constroem autoridade e que conseguem se manter
relevantes não investem em comunicação apenas para aparecer.
Elas investem para gerar
negócios. Para construir reputação. Para criar relacionamento. Para fortalecer
sua posição no mercado. E para proteger aquilo que levaram anos para construir.
Por isso, quando falamos em
comunicação, gosto de pensar em uma atuação 360. Assessoria de imprensa é uma
ferramenta. Conteúdo é uma ferramenta. Redes sociais são ferramentas. Eventos,
comunicação interna, relacionamento, posicionamento, gestão de crise e tantas
outras frentes também.
A estratégia é que define
quais ferramentas serão usadas, em que momento e com qual objetivo.
Porque não existe comunicação
eficiente sem intenção. E não existe estratégia de comunicação que faça sentido
sem entender o negócio.
Talvez seja por isso que,
depois de entender um pouco melhor como o trabalho funciona, muita gente que
chega perguntando apenas “quanto custa?” mude a pergunta.
E passe a perguntar: “O que a
comunicação pode gerar para a minha empresa?”
Essa, sim, é uma conversa que
vale a pena ter. Porque comunicação pode virar custo quando é tratada apenas
como despesa.
Mas, quando está conectada à
estratégia, aos objetivos e ao posicionamento da empresa, ela passa a ser uma
ferramenta de construção de valor.
E, no fim das contas, uma
empresa sempre está comunicando alguma coisa.
Quando fala, comunica.
Quando não fala, também.
A diferença é que, no segundo
caso, você deixa que os outros contem a sua história.
E essa é uma conta que pode sair bem mais cara.
Por Andrea Barbieri - jornalista e sócia na UP! Comunicação Eficiente
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